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quinta-feira, 17 de julho de 2014

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert

Nunca tinha ouvido falar neste livro até que mo ofereceram! Fui à internet ver as críticas e fiquei bastante entusiasmada com o que li. E um pouco apreensiva. A verdade é que quando há muito burburinho sobre um livro que acaba de sair, acabo sempre por ficar decepcionada pois tenho as expectativas muito altas.
Bom, adiante. Primeira coisa: super longo! É um livro enorme que me custou imenso a ler. O facto de não o estar a ler em português pode ter contribuido para isso, mas a verdade é que demorei um mês para acaba-lo!

A história desenrola-se em 3 tempos diferentes: 1975, 1998 e 2008. As constantes transições e a introdução de novas personagens, novos factos, torna a leitura confusa e dificil. Quando começamos a ler somos tomados por um desejo imenso de virar páginas depois de páginas, mas chega a um determinado ponto em que o autor começa a debitar muito informação e que nos faz abrandar o ritmo. Talvez por isso se torne um bocado difícil de terminar a obra.

Mas o que acontece no meio do livro não é, de todo (!) , o que acontece nas últimas 100páginas. Ele consegue instalar a dúvida na tua cabeça e quando dás por ti estás absorto na vida das personagens, completamente dedicado a encontrar o assassino. Tornas-te um autêntico policia e nao consegues evitar de virar as páginas compulsivamente e de te afundares na leitura, no universo de Aurora.

Em críticas que tenho lido pela web, muito se fala da semelhança entre esta história e as séries de TV 'Twin Peaks' e 'The Killing'. Pessoalmente nao conheço nenhuma das duas e nã posso fazer um juízo de valor, mas espero que algum de voces me possa elucidar :)

Concluindo: gostei do livro de uma forma geral. Não o considero nenhum fenómeno e creio que há um certo exagero em relação à qualidade do escritor, mas bom, sou apenas uma reles leitora .




Fico à espera da vossa opinião!

P.S. Tenho o prazer de trabalhar com pessoas que privaram com Joël Dicker (moro em genebra), e por cá há muita especulação sobre a história por detrás da edição do livro. Diz-se que Joël é o Marcus Goldman (protagonista do livro) e que lhe foi dado um montante absurdo para escrever aquele livro, com aquela história. Há, inclusive, quem chegue a dizer que aquela história ja existia mas precisavam de um 'nome' para a poderem publicar. Pesquisei na internet sobre o assunto mas não encontrei nada por isso debitem a vossa opinião sobre o assunto! 







sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

'A Mão do Diabo' JRS

Comecei com muita expectativa mas depressa o pus de lado. O constante débito de informação transportava-me de volta às aulas de história do sétimo ano. Dava por mim a saltar 5 páginas porque era tão, mas tão maçudo.
Outra coisa má foi o próprio tema em si. Quando li a síntese do livre não me apercebi que o tema era a tão falada crise. Já todos estamos fartos dela, porque comprar um livro que fala só dela? Os diálogos do centro de emprego, a situação da mãe, o despedimento, etc, é tudo tão forçado! Expressões como: 'É a vida' 'Olhe, é a crise' 'É por causa desta crise', cansam muito o leitor. São usadas constantemente e sempre para apresentarem males maiores com os quais estamos muito familiarizados e, mais uma vez, não precisamos de comprar um livro para o saber.

Não consegui acabar de ler e fiquei muito desiludida.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Aquisições e Emigração

O que mais e ouve hoje em dia é 'temos que nos fazer à vida' e o 'tem que ser'. Esta resignação sempre me criou revolta porque parece que a nossa vida esta talhada à submissão de condições que não foram escolhidas nem impostas por nós. E isto tudo porque?
Pois bem, estou dentro de um avião iludida com a esperança de que quando aterrar vão-se abrir portas para mim e uma oportunidade de mostrar o que sei, me vai ser concedida. Não fui eu que escolhi. Não fui eu quis vir. Mas tem que ser e temos que nos fazer à vida.
Como se avizinham tempos difíceis e de muita solidão já tenho a minha bagagem de livros para os primeiros tempos. Vou lê-los muito rápido mas depois logo me arranjo.
Comprei a 'Mão do Diabo' do JRS, 'As Cinquenta Sombras Livre' da E L James, 'O Segredo' de Charlotte Brontë e 'Sonhos Proibídos' da Lesley Pearse. Não os pude trazer todos porque o limite de peso e número de malas não o permitiu, mas vou tratar de fazer chegar os que faltam.
Como preciso de me entreter e de fazer coisas que gosto, decidi criar (oh meu Deus. Turbulência. Muita. Gritos. Vou vomitar) um novo blog. Chama-se 'Faz-te à vida' e nele vou descrever o meu percurso e falar de tudo um pouco, desde futilidades até a questões ligadas com a emigração. Espero-vos lá.

domingo, 21 de outubro de 2012

As Cinquenta sombras Mais Negras

E quem já leu 'As Cinquenta Sombras Mais Negras' do outro ?? Eu já!! Bom, já acabei há mais de uma semana mas não tive tempo para escrever sobre ele.

É diferente do primeiro em certos aspectos, mas a essência é a mesma. 
Como viram que aquela relação não dava certo decidiram mudar de estilo: menos pancadaria no sexo e mais 'desejo-te', 'quero possuir-te', 'oh Anastacia!' e coisas enfadonhas desse tipo. Ele ficou lamechas e ela ficou devassa!! O homem compra um Saab como quem compra um pacote de chicletes e a deusa interior da mulher sorri no alto do seu Laboutin!! 
Não é tão viciante como o primeiro e continua com uma escrita muito reles e com erros. Mas é bom para passar o tempo e desanuviar do quotidiano.
 E cá fico eu à espera do terceiro..





sábado, 15 de setembro de 2012

Quem vai ser o Christian Grey no cinema??

Babado!!!!

Consta-se que Ryan Gosling será o Christian Grey na adaptação da trilogia erótica ao cinema....

"The husband of Fifty Shades Of Grey author EL James has dropped a strong hint that Ryan Gosling will take the lead role of Christian Grey in the film adaptation of the erotic novel. 

Niall Leonard says that 'last he heard' Ryan, 31, was in the frame to play the manipulative billionaire..." 


Até que o rapazinho não é mau apessoado e constituído, mas falta-lhe aquele je ne sais quoi... 

 Por isso, se eu pudesse escolher, escolheria (tcha-tcha-tcha-tchammmm).... Stephen Moyer.. Tem mais idade do que se esperava mas, caramba, o homem é sexy!!!!!

 Com um bocadinho de base e uns pozinhos mágicos, nem se notavam os pés de galinha... Ai ai...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Revolta!!!!

Estou a fazer uma pausa na escrita da minha tese para vir aqui escrever umas revoltas. 

Dez anos antes, quando imaginava o meu futuro, via-me muito empenhada e realizada no meu emprego. Satisfeita profissional e pessoalmente. Queria ganhar dinheiro, muito dinheiro, para ser muito rica. Queria ter uma família com 2 filhos no mínimo. O dinheiro iria servir para comprar o que sempre sonhei: uma quinta enorme cheia de cavalos e, no mínimo, 10 cães. Iria situar-se numa zona calma, mas perto de uma grande cidade. Iria viver lá com os meus filhos e com o meu futuro marido. Eles poderiam brincar com os cães, andar a cavalo, enquanto que eu estaria sentada numa espreguiçadeira, com óculos de sol e um sumo de laranja natural, a ler um belo livro. Os meus filhos iriam ser óptimos alunos e o meu marido um esposo exemplar.
Este, minha gente, é o meu maior sonho desde que me lembro que sou gente.
Contudo, deparo-me com a realidade actual. Tenho 25 anos, sou licenciada há dois, estou a acabar a minha tese de mestrado, nunca trabalhei na minha área e recuso-me a trabalhar de graça ou a 3€ à hora . 
Vivo no Porto, que considero a minha cidade, a minha casa, que me acolhe há 7 anos, e não quero sair daqui.
Toda a minha família nasceu, estudou e trabalhou em Portugal.
 A minha vida presente é bastante boa. Tenho muitos amigos, sou feliz a viver sob carpe diem. Mas quando ponho numa balança a minha situação actual e a minha situação de há sete anos atrás, vejo a diferença: não tenho esperança nenhuma no meu país, o sonho de ter uma quinta desvaneceu-se, o de constituir família também, não tenho sonhos, as minha ambições não passam por Portugal; mas o mais importante de tudo é que há sete anos eu tinha família neste país. Agora, estou sozinha. Os meus entes queridos emigraram para diferentes países e deparo-me com a maior e mais terrível decisão de sempre: ir juntar-me aos meus pais? Ou ao meu irmão e sobrinho? E o meu namorado???!!!

Em Novembro já tenho o mestrado concluído. Não vou ter sitio para onde ir. Lá irei ter que emigrar, contra a minha vontade. Vou abandonar o meu Porto, os meus amigos mais queridos, o meu cão, a minha vida. O meu sonho vai ser abandonado de vez: vou lutar para ganhar dinheiro para sobreviver e não para construir o meu futuro...

Quando envio um currículo e pedem para anexar carta de motivação, só desejo ter coragem para escrever: "Não quero emigrar!".