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Quinta-feira, 8 de Março de 2012

Segue o Coração - Lesley Pearse

Neste Dia da Mulher esta postagem não poderia estar mais adequada. Este livro é um hino de vitória para todas as mulheres. Nós queremos, nós podemos e nós vencemos.

Envolvente, apaixonante, viciante. É assim que descrevo este livro de Lesley Pearse.  A heroína, Matilda Jennings, é a verdadeira reencarnação da perserverança, força e coragem. É na luta diária e constante, que constitui a sua vida, que nós mergulhamos. Ela está lá desde o inicio, desde o dia em que vende flores num bairro degradado de Londres até aos dias mais luxuriosos da cosmopolita Nova Iorque. A sua coragem, ganhos e perdas, felicidade e tristeza, esperança e desalento, embrulham-nos numa teia viciante de onde não somos capazes de fugir.

Este livro traduz uma leitura compulsiva e o desejo de fazer mais e melhor, fazendo a diferença, sem nunca olhar para trás.

Aquele podia ter sido um dia como tantos outros na vida de Matilda, uma pobre vendedora de flores. Mas aquele é o dia em que Matilda salva a vida de uma criança e recebe a mais preciosa das dádivas: a oportunidade de fugir da miséria e construir uma nova vida. Em breve trocará os bairros degradados de Londres pelos recantos misteriosos de Nova Iorque, as planícies do Oeste Selvagem e a febre do ouro em São Francisco. Munida apenas da sua coragem, beleza e inteligência, a jovem está apostada em ditar o seu destino, nem que para tal tenha de lutar contra tudo e todos.
A sua rebeldia condena-a à solidão. Mas um dia também ela viverá as emoções de um verdadeiro amor. Um amor que terá de suportar a separação, a guerra e os tormentos do nascimento de uma nova nação. Será no Novo Mundo que Matilda vai aprender o que a sua infância não lhe ensinou: que todos nascem iguais, que a coragem e a generosidade são o que de mais nobre pulsa no coração humano, e que, por mais doloroso que seja, a vida tem de continuar e nunca se deve olhar para trás…

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Uma Noite em Nova Iorque - Tiago Rebelo

 
Uma Noite em Nova Iorque é uma complexa história de encontros e desencontros, promessas e desilusões; mas também uma história de descoberta e de esperança, que reflecte o dilema dos protagonistas divididos entre duas forças poderosas: a obrigação de perpetuar uma união que já não lhes traz alegria e a urgência de correr atrás de uma enorme paixão que mais não é do que uma carta fechada.
 
 
No inicio prometia ser uma grande leitura, com uma história empolgante e cheia de romantismo. A história não me decepcionou, mas a escrita muito. Tornou-se abusamente descritiva e com pormenores que nos levam à exaustão. 
O livro conta a história de Filipe e Patrícia, Filipe e Isabel, Catarina e Jonas. A vida de cada casal é contada em separado, com pormenores de como se conheceram até à sua situação actual e os problemas por que passam. A vida destas pessoas cruzam-se de alguma forma, e culminam numa noite em Nova Iorque. É aqui que as resoluções são tomadas e onde se fecham capítulos.
 

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Era uma vez...

Era uma vez uma menina. Não muito pequena. Pequena só na experiência de vida. 

A menina acreditava que tinha um futuro encantado à espera dela. Esperou.
A brisa amena das tardes de Primavera trouxe consigo esse futuro. Um futuro mais do que risonho. Um futuro feliz que depressa se tornou o seu presente. 
A menina galopava ao sabor dessa brisa. Atravessou montanhas, vales, rios e ribeiros, viu animais de todas as espécies, sentiu os aromas de todas as flores e o sabor de todos os frutos. Viu o mundo lá de cima e o mundo debaixo de água. Viu as estrelas mais brilhantes e a lua mais redonda e branca reflectida no mar prateado.

Até que a brisa desapareceu e transformou-se numa rajada de vento. A menina perdeu-se nas montanhas, os rios estavam furiosos, os animais corriam em manada, as flores e os frutos desapareceram. Lá de cima só via nuvens e, de baixo só via as gotas da chuva. 
O céu nunca mais se abriu para ela.

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

'O Príncipe da Neblina' - Carlos Ruiz Záfon

Algures na costa sul da Inglaterra:

A família Carver acaba de se mudar para uma casa na praia que encerra consigo uma história de tragédia ocorrida alguns anos antes. Max, a irmã Alicia e o seu novo amigo Roland tentam descortinar uma serie de eventos estranhos que têm ocorrido desde que ali chegaram e que só podem estar relacionados com o que acontecera aos antigos proprietários da casa, os Fleischmann. As hipóteses são muitas, mas o destino parece conduzi-los sempre ao mesmo sitio: o jardim das estátuas presente nas traseiras da casa. Um jardim sempre envolto em neblina onde as estátuas encarnam personagens circenses.
É com a ajuda do velho guarda faroleiro, o avô de Roland, que a história vai ganhando contornos e vão sendo descobertos factos muito perturbadores sobre uma temível personagem, O Príncipe da Neblina. 

Esta história, à semelhança das outras, é excepcional. Mais uma vez CRZ consegue envolver-nos numa aura de mistério e ficção de forma suave e subtil. Os factos são narrados pouco a pouco, mas desde o inicio da leitura, desde as primeiras páginas, que se consegue pressentir a tragédia, o mau-fado. O relógio que gira ao contrário, o gato que fica imóvel a observar as pessoas durante tempos infinitos, os vídeos caseiros guardados na cave, o barco afundado a 40metros da costa, são todos indicadores de que algo está prestes a acontecer e que não deve demorar.
Se já o tiverem lido, dêem-me a vossa opinião, se não o tiverem lido aconselho que gastem 4 horinhas e que o façam pois não se vão arrepender..

Domingo, 15 de Janeiro de 2012

A Queda de um Anjo - CCB

Ontem, achei este livro a um preço muito convidativo e decidi comprá-lo. Não sei se alguém já leu para me poder dar uma opinião, mas pela sinopse fiquei logo atraída. Trata-se de uma sátira social do nosso Portugal do século XIX e aborda aspectos do desvirtuamento do nosso país.

Ele é Calisto, um transmontano conservador que ao mudar-se para Lisboa para se tornar deputado, altera os seus valores morais e deixa-se conquistar pelo luxo, ostentação e prazer que imperavam na nossa capital. 
Ela é Ifigénia, a prima e amante de Calisto que o faz mudar a sua ideologia politica e transformando-o num liberal.
A outra 'Ela' é a mulher de Calisto, Teodora, uma aldeã simplória e tacanha que se deixa conduzir pelo marido pelos caminhos da ostentação e da futilidade e que ao sentir-se ignorada por Calisto se entrega aos prazeres do seu primo.

Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

A Ilha dos Desencontros- Anita Shreve

Mais um livro de Anita Shreve que não pude deixar de ler. Este romance é baseado em factos reais e é tão viciante como os anteriores.
O livro relata duas histórias paralelas: a da jornalista Jean e todo o seu enredo com o marido, a filha, o cunhado e a namorada deste; e a história dos assassínios ocorridos na ilha Smuttynose em 1873 relatados pela única sobrevivente, Maren.
Jean está a preparar um artigo para uma revista e pensa visitar a ilha de Smuttynose para tirar algumas fotos a fim de ilustrar o seu artigo. Decide então, fazer uma viagem de barco, uma espécie de ferias misturadas com trabalho, e leva a sua filha de 5 anos, o seu marido Thomas, o irmão deste, Rich, e a namorada. Ao longo do livro vamo-nos apercebendo de certas rivalidades e misturas de sentimentos que se alternam com a narração dos assassínios de 1873 através de um relato feito por Maren. Estes documentos foram 'surrupiados' por Jean numa ocasional visita à biblioteca de uma das ilhas e ao longo da sua estadia decide lê-los e partilhar connosco.
Anita alia um pouco de ficção à história dos assassínios, que são verídicos, e muda o desfecho da história o que nos deixa soterrados com o seu desenlace.
Este livro é de leitura compulsiva, tal como a escritora nos vem habituando desde há muito. Contudo, achei-o demasiado descritivo em algumas partes e senti que a história se estava a arrastar sem fim à vista.
Casa de Maren










"When the fishermen returned home the next morning, they found Karen and Anethe dead, beaten and bludgeoned by an ax. Maren managed to escape and hid under a boulder on the other side of the island for six hours before summoning up the courage to go for help.
Maren said she was awakened by Karen's screams in time to witness Wagner butcher Anethe. Before leaving, Wagner even had time for a midnight snack, prepared by the women he killed for the men he had come to rob."